A discussão sobre a felicidade é antiga na filosofia: para Aristóteles, é o resultado de uma soma de virtudes. Aquele que cultiva características desejáveis e exercita frequentemente suas virtudes será feliz. É a percepção da felicidade como um estilo de vida.
Já o compositor popular Odair José cantava que “felicidade não existe, o que existe são momentos felizes”! Será?
A Organização Mundial da Saúde define a felicidade como “um estado de completo de bem-estar físico, mental e social”, e não apenas ausência de doença ou enfermidade. Essa definição é próxima do pensamento de Nietzsche, o filósofo alemão.
Ele defendia que se sentir bem, e não estar triste não seria suficiente para alguém se considerar feliz. Para ele, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos. Ser capaz de superar dificuldades seria, portanto, a chave da felicidade.
Já para José Ortega y Gasset, filósofo espanhol, a felicidade acontece quando a vida real e a vida planejada coincidem. Assim, como cada pessoa tem os seus próprios planos, cada um teria o seu parâmetro particular do que é ser feliz sempre.
Para nós, um pouco de tudo isso: acreditamos que, para ser feliz, cada pessoa precisa se conhecer bem, identificar o que ativa a sua curiosidade, que coisas ela gosta de aprender, que assuntos aprecia discutir, que sonhos deseja perseguir, que projetos vai construir.
A felicidade passa por autoconhecimento, realização de planos, manutenção de hábitos saudáveis e, em nossa opinião — com a licença dos senhores filósofos —, contato positivo com a natureza e o meio ambiente.
FELICIDADE NA ESCOLA
A escola pode ser um lugar de ser feliz? É possível aplicar disciplina e, ao mesmo tempo, criar um ambiente em que se busque ser feliz? Acreditamos que sim.
Viabilizar o processo de autoconhecimento de uma criança ou jovem passa, antes de mais nada, pelo processo de acolhimento. Uma criança precisa sentir que importa, que é ouvida, que o que ela tem a dizer interessa. Então, tem que interessar!
Acolher os desejos e sonhos do aluno vai dar à criança uma sensação de pertencimento. Fará com que ela perceba que é respeitada. Isso é fundamental para o estabelecimento de uma relação de confiança. Assim, saberá que pode experimentar formas de interagir, de se expressar, de se divertir e aprender, para ir descobrindo em que se sente mais à vontade e quais são os seus potenciais.
Praticar a autonomia e o protagonismo estudantil é também peça importante para que possamos superar dificuldades — como propôs Nietzsche — e transformar projetos e sonhos em realidade — como explicava José Ortega y Gasset.
Dessa forma, não é o aluno que é formatado e moldado ao pensamento da escola, mas a escola que cria o ambiente para que as ambições e potenciais dos alunos possam prosperar.
A escola é um ambiente seguro e acolhedor que traz a sensação de estar em casa fora dela, com diversos e variados estímulos. Estes permitem um bom desenvolvimento socioemocional e progressão intelectual.
A escola é um espaço que oferece condições para o protagonismo, permitindo que os alunos elaborem e executem os seus projetos. Essas são bases fundamentais na formação de um indivíduo forte, capaz de ser feliz.
Então é isso? Já temos o caminho que permitirá formar quem quer ser feliz?
Calma! Ainda falta a natureza e os hábitos saudáveis! Estudos de psicologia social, especialmente no campo da psicologia positiva, apontam que o reforço positivo é incrivelmente eficiente.
Premiar e estimular hábitos saudáveis é a chave para consolidar valores. Estar num ambiente arborizado, seguro, onde a alimentação é saudável e há espaço para correr, descobrir, aprender, imaginar, exercitar-se e se expressar, é, na prática, estar cercado de reforços positivos para hábitos “virtuosos”, no sentido que escreveu Aristóteles.
O contato e o respeito com a natureza caminham lado a lado com o desenvolvimento da empatia como um valor cotidiano.
O ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA NA CONSTRUÇÃO DE SERES FELIZES
A casa e a escola são ambientes fisicamente distintos, mas conectados dentro do processo de desenvolvimento de cada criança e jovem. O diálogo e o contato próximo entre família e escola têm muitos benefícios que podem criar as condições para o amadurecimento pleno que buscamos em nosso projeto de formar pessoas fortes e felizes.
No Villa Global Education, esse contato não é apenas estimulado, mas considerado fundamental. Há uma série de atividades que envolvem os pais — seja como audiência ou como “palestrantes”, seja em encontros com professores e até em atividades de formação para os responsáveis.
O objetivo é conectar e integrar o processo de crescimento familiar e escolar, tornar esta caminhada mais harmônica e produtiva. Buscamos promover um alinhamento que permita o desenvolvimento pleno, possibilitando que cada criança e jovem seja protagonista de sua própria história.
Conheça o Villa Global Education e faça a escolha certa para ser feliz!


