Icone -

A relação entre crianças e tecnologia está cada dia mais forte. Segundo pesquisa recente elaborada pela revista Crescer, quase 40% das crianças de até 2 anos já possuem um aparelho digital, como o tablet e o smartphone.

Os dados, que retratam uma realidade brasileira, apontam para um estreitamento ainda maior dessa relação. Metade dos pequenos de até 8 anos gastam mais de três horas com os gadgets; há cinco anos, esse número era de apenas 35%.

Os números são altos, mas será que eles são necessariamente ruins? Para discutir a associação entre crianças e tecnologia, escrevemos esse artigo. Entenda!

Entendendo a relação entre crianças e tecnologia

Não podemos nos apegar à ideia de que a tecnologia é algo ruim para as crianças. O pensamento, em grande parte originado do senso comum, ignora que os aparelhos tecnológicos ocupam papel importante na socialização e realização de tarefas cotidianas.

O que é verdade para adultos, também é para crianças, as nativas digitais. Crescer nesse ambiente permite adaptar-se a uma realidade que não tem mais volta e que só faz crescer. Os smartphones hoje permitem que as crianças acessem não só o lúdico, mas que obtenham informações e desenvolvam, de certa forma, uma autonomia.

Além disso, o uso supervisionado e benéfico dos novos recursos tecnológicos preparam a criança para um futuro de grande difusão tecnológica. Retirar da criança a possibilidade de crescer nesse ambiente é torná-la despreparada para futuros desafios pessoais e profissionais.

Entenda como deve ser uma relação saudável entre criança e tecnologia em cada fase da vida.

Primeira infância

Até os 3 anos, o uso de smartphones e tablets deve ser amplamente monitorado pelos pais. O ideal é que a criança utilize o equipamento como forma de desenvolver sua cognição, por meio de jogos e atividades próprias.

O problema acontece quando a tecnologia passa a substituir experiências fora da tela, ou passam a ser condição para que o bebê durma, coma, realize atividades de seu cotidiano, ou até mesmo sirva para tranquilizar os pais.

Segunda infância

É nessa etapa da vida, que vai até os 6 anos, que o uso da tecnologia pela criança se intensifica. Também é nesse momento em que ela mais ajuda o indivíduo a desenvolver suas habilidades e aprendizado. Pais e escola devem estimular novas descobertas na criança, bem como a interação com sons, palavras, letras e números.

Pré-adolescência

Aqui, a tecnologia adquire um papel muito mais social. É quando a criança utiliza as ferramentas como meio de se comunicar com seus próximos, inclusive amigos. O monitoramento por parte da família deve permanecer, assim como o estímulo ao aprendizado autônomo que a internet proporciona.

Os limites do uso da tecnologia

O uso da tecnologia torna-se abusivo quando desencadeia nas crianças sinais preocupantes. São eles a falta de concentração, o maior nível de ansiedade e o isolamento. Os pais devem estar atentos ao mínimo sintoma, evitando que ele provoque um problema maior.

No entanto, esses são estágios extremos que acontecem quando não há uma supervisão ou limite da relação entre crianças e tecnologia. Mais uma vez, a supervisão dos pais é importantíssima, inclusive para prevenir situações como o cyberbullying e outros problemas igualmente preocupantes.

Os pais podem contribuir para um uso saudável da tecnologia por meio das seguintes regras:

  • Definindo horários permitidos e proibidos;
  • promovendo diálogo e aproximação com as crianças;
  • utilizando filtros de segurança para conteúdos impróprios;
  • estabelecendo que o uso da tecnologia deve ser feito em espaços comuns, não apenas no quarto, longe da supervisão de adultos;
  • dando exemplos de aplicação das regras estabelecidas.

Como a escola pode ajudar?

O papel da escola é conduzir o uso da tecnologia de forma crítica, beneficiando o aprendizado das crianças. Dessa forma, a tecnologia em sala de aula não deve ser algo banal e sim estar estruturada dentro de um projeto pedagógico maior.

Algumas instituições de educação já estão ligadas a essa realidade e apostam em projetos inovadores que vão além do uso do tablet em salas de aula. Essas instituições buscam trazer realidades já presentes em outros países, como o ensino de programação e linguagens computacionais, promovendo o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sócio-emocionais e de raciocínio lógico.

Quer um exemplo? O projeto de Pensamento Computacional traz conceitos de computação, robótica e internet das coisas para uma aprendizagem divertida e que aproveita o máximo potencial do aluno. Com isso, o estudante desenvolve múltiplas habilidades e exercitam a sua comunicação oral e escrita, a sua liderança, e até mesmo o empreendedorismo (sim, crianças podem desenvolver o espírito empreendedor!)

Tudo isso pode ser uma realidade em escolas perto de você! No Villa, o pensamento computacional é disciplina curricular! Que tal levar isso em conta na hora de escolher a melhor instituição de educação de seu filho? Assim, você prepara o pequeno para a vida, não só acadêmica, mas profissional e pessoal!

Está na hora de entender mais sobre o assunto! Acesse agora o artigo que elaboramos sobre como a tecnologia pode ser usada na educação dos seus filhos.

Ícone - Matrícula
Matrícula